Experiência de Fé - Jorge Alves
EXPÊRIENCIA DE FÉ
Jorge Alves
Missão dada Missão cumprida                                       
 
 
Neto de portugueses, filho de mãe brasileira, e, pai português também, nasci exatamente no ano em que iniciou a Segunda Guerra Mundial, precisamente em 1939. Ao completar 2 anos e 4 meses de idade meu pai veio a falecer. Morávamos eu, minha mãe e minha avó em uma casa humilde e passávamos certas dificuldades, pois o único rendimento financeiro que possuíamos era a pensão do meu falecido avô. Minha mãe que era do lar, teve que procurar emprego a fim de minimizar a nossa carência financeira, sendo eu, criado por minha avó. Estudei em escolas públicas pois minha mãe não tinha como pagar meus estudos. Ao iniciar o curso ginasial aos 12 anos de idade, minha mãe finalmente conseguiu uma bolsa de estudos no colégio Pedro II – Internato, onde concluí o curso ginasial completo, vencendo assim o meu primeiro desafio. Em novembro de 1956 me inscrevi e fui aprovado no exame  da Escola de Marinha Mercante do Rio de Janeiro, iniciando o curso de Náutica, onde permaneci até abril de 1958. Senti que “essa não era a minha praia”...
 
Em novembro do ano de 1958 me inscrevi para prestar exames à Escola de Sargento das Armas EsSA que fica situada na cidade de Três Corações em Minas Gerais e, também, para a Escola de Especialistas da Aeronáutica (EEAr) situada na cidade de Guaratinguetá, cidade de São Paulo. Estudei tanto e me dediquei tanto que fui aprovado nos dois concursos. Optei então pela Escola de Especialistas da Aeronáutica, onde cursei durante dois anos tendo me formado Terceiro Sargento, na especialidade de Treinamento Simulado ou linktraineer. Isso ocorreu em dezembro de 1960, sendo classificado para servir na Base Aérea de Salvador, já noivo de uma jovem carioca como eu. Em dezembro de 1961 nos casamos e fomos para Salvador. Éramos muito jovens e já em julho de 1962 retornamos ao Rio de Janeiro.
 
Em setembro de 1962, já na cidade do Rio de Janeiro nasceu a nossa primeira filha Denise. Em fevereiro de 1964 nasceu a nossa segunda filha Rosane...
Eu já estava servindo na Diretoria de Eletrônica e Proteção ao Vôo (DEPV),
sendo eu classificado no Grupo Especial de Inspeção em Vôo (GEIV), localizado no Aeroporto Santos Dumont. Como o Rio de Janeiro é a minha cidade natal,
a fim de não correr o risco de ser transferido, consegui fazer vários cursos especializados. O tipo de serviço que realizávamos era de inspecionar os vários auxílios
 à navegação aérea e pousos por instrumentos de 45 em 45 dias ou de 90 em 90 dias, situados em todo o Brasil e também em Assunção no Paraguai.
Consequentemente, cumprindo escala de vôo, estive onze vezes em Assunção no Paraguai, em missão que variava de cinco a nove dias.

Em 1973 fui convidado pela Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga, a ajudar na formação de oficiais aviadores cuja missão teria a duração de 30 dias.
Tendo em vista o meu ótimo desempenho e dedicação a referida missão durou três meses. Sendo que ao final desse período não fui transferido para a AFA, 
embora soubesse que corria o sério risco de ser transferido  não fosse eu possuidor de vários cursos especializados.
Esse foi o segundo desafio cumprido por mim.

Ao término dessa missão na Academia da Força Aérea, ao retornar à minha unidade, já como Suboficial,  fui designado supervisor da seção de navegação aérea,
onde trabalhava eu, um Segundo Sargento, um Cabo e dois Soldados. Graças ao tipo de serviço executado por nós posso afirmar com muito orgulho, que conheci
praticamente o Brasil inteiro.

Em 1980 fui chamado por meu Comandante, que era Tenente Coronel aviador, para montar o planejamento de uma Missão na Colômbia.

Recebi ordem para realizar esse planejamento no prazo de 10 dias. Sem nunca ter viajado para a Colômbia, como cumprir essa Missão que me foi dada?
Após pensar muito, e, na época conhecendo um pouco do idioma espanhol, tomei a decisão de me dirigir ao Consulado da Colômbia, localizado no Bairro
de Botafogo, no Rio de Janeiro. Fui muito bem recebido pelo Cônsul da Colômbia, que se sentiu muito feliz ao saber o motivo pelo qual eu ali estava, me
facilitando ao máximo tudo o que ele possuía, referente ao seu País, a Colômbia.

Já com o Planejamento dessa Missão concretizado, dirigi-me ao meu  Comandante e explanei tudo que havia sido feito por mim.
Passado um certo tempo, a secretária do Comandante disse-me que o mesmo queria falar comigo. E, qual não foi a minha surpresa ao me informar que
depois de explicar todo esse planejamento feito por mim ao nosso Diretor Geral (um Brigadeiro), o mesmo ficou tão satisfeito que além de escalar o meu
Comandante e a mim como prêmio, determinou que os demais tripulantes seguissem a escala de vôo.

Ainda em 1980 essa missão foi realizada com a duração de 30 dias em território colombiano... Mais um desafio cumprido.

Todas as vezes que fui promovido, foi por merecimento e não por  antiguidade. Sou possuidor das Medalhas de: Bronze, Prata e Ouro.
Fui agraciado com a Medalha Bartolomeu de Gusmão. Recebi também a Medalha do Mérito Santos Dumont.
Servi na mesma unidade (GEIV) por mais de 25 anos.
Porém, em 17 de janeiro de 1989, após 5 dias de Missão, decolando de Manaus com um pouso técnico em Santarém, ao pousar em Belém para pernoite, recebi a triste notícia do falecimento da minha filha mais velha Denise (26 anos) em acidente de automóvel. Embarquei  imediatamente num avião comercial com destino ao Rio de Janeiro chegando a tempo para o velório.
Graças a Deus, à época, tive total apoio do meu Comandante. Convém ressaltar que antes da minha filha falecer, eu já havia sido informado que seria indicado
para uma Missão no Exterior, com duração de dois anos. Só não sabia o país.

Em março de 1989, soube extra oficialmente, que essa Missão seria na Embaixada do Brasil, no Equador. Como minha esposa era hipertensa e Quito, capital do Equador fica situada a uma altitude superior a 3 mil metros, a mesma não poderia me acompanhar.

Através de um ex-comandante, que estava servindo em Brasília, no Gabinete do Ministro, e como eu já estava estudando espanhol por conta do Ministério da Aeronáutica, consegui ao invés de ir para o Equador, me designarem como Auxiliar do Adido Aeronáutico, na Embaixada do Brasil em Lima – Peru. Embarquei para Lima no dia 31 de março de 1990.
Minha primeira neta nasceu quando eu ainda estava no exterior, ou seja, em 28 de fevereiro de 1991. A segunda neta nasceu em 11 de novembro de 1992.
Após 2 anos e 2 meses de Missão no exterior, no dia 26 de maio de 1992, retornei ao Brasil. Mais um desafio cumprido. Em outubro de 1992 após 33 anos de serviços prestados à Força Aérea Brasileira e quase três mil horas de vôo em aeronaves militar, passei para a reserva remunerada.
Após quase 37 anos de casado, minha esposa Helena que era hipertensa, no dia 8 de novembro de 1998 sentiu-se mal, e, apesar de socorrida veio a falecer.
Em janeiro de 1999 conheci uma senhora de origem portuguesa e passamos a conviver juntos,  tendo eu a oportunidade de viajar para Portugal, onde viajei também para França e Espanha.
Em 26 de agosto de 2000 ingressei na fé Messiânica podendo constatar que nós é que traçamos o nosso destino. Foi criado um Núcleo de Johrei na garagem da casa dessa senhora onde ministrávamos muito Johrei. No dia 16 de setembro de 2004 após eu ministrar 32 Johrei, tivemos um desentendimento e fui para minha casa no bairro de Campo Grande. No dia seguinte, 17 de setembro de 2004 fui até a casa desta senhora para resolver esta situação. No meio do caminho comecei a suar frio e mal consegui estacionar o meu carro dentro do Mac Donalds. Minha pressão arterial foi a 17/11 e tive  um AVE (Acidente Vascular Encefálico). Como demorei a ser socorrido, cerca de quatro horas depois, acredito ter sido poupado graças a Deus e Meishu-Sama. E, também, por haver ministrado na véspera 32 Johrei. Hoje, mesmo estando em meu juízo perfeito, restou uma seqüela do lado esquerdo que me dificulta a locomoção. Apesar de tudo isso que eu passei minha união com esta senhora de portuguesa durou até dezembro de 2006, sendo desfeita nesta época.
Já em 13 de janeiro de 2007, conheci minha atual companheira Suzana, natural e residente em Recife. Em abril deste ano Suzana entrou de férias em seu trabalho e viajou para o Rio de Janeiro a fim de nos conhecermos e conhecer também minha família.
Em maio eu e Suzana viajamos para Recife onde fiquei residindo. Em março de 2008 resolvi conhecer João Pessoa e fiquei encantado. Como ela adorou João Pessoa, resolvi comprar uma pequena casa, onde passamos a residir tão logo ela se aposentou.
Em outubro de 2008 Suzana ingressou na fé Messiânica colaborando dessa maneira para a perfeita harmonia em nosso lar.
Sempre achamos que colhemos o que plantamos. Eu e Suzana permanecemos juntos graças a Deus e Meishu-Sama, até a presente data.
Minha melhor escola foi a escola da vida, pois nela aprendi a ser honesto, educado e ter personalidade. Por esse motivo hoje posso afirmar com o maior orgulho que a Missão Que Me Foi Dada Foi Cumprida.
 
                                                     João Pessoa, 29  de setembro de 2015
 
                                                     Jorge Alves dos Santos Filho
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