Palestras - Palestra de maio 2016
Palestra de maio 2016

PALESTRA: "O essencial é invisível aos olhos. Só se vê bem com o Coração"...
 
Boa noite  a todos!
 
Hoje neste dia tão especial, gostaria de compartilhar e estudar com todos os senhores o salmo entoado. Em especial o trecho: “ Um servo de Deus, segue somente o que o Pai ensina e enfrenta, com paciência, qualquer situação.”
 
Quando passamos por purificações, normalmente nos voltamos a Deus para duas situações: reclamar ou buscar forças e compreensão para poder enxergar o que está sendo mostrado e assim, ter forças para superar. Se entendermos que há muito mais luz que trevas ao nosso redor, não vamos temer nada, sejam  as catástrofes ou os outros que nos atacam. Não subestimemos o poder que nós possuímos de transformar e transmutar todos os problemas em soluções e todos os sofrimentos em processos de cura e elevação espiritual. Tudo depende de como enxergamos estas situações.
 
Precisamos buscar o que Deus e Meishu Sama nos mostram e não enxergamos. O olhar superficial que às vezes temos diante da vida nos impede de captar realidades profundas que podem passar despercebidas, mas que podem ser fundamentais em nossa existência.
 
Existe enorme diferença, uma profunda distância entre “ver” e “enxergar”.
Esta frase se torna ainda mais atual nos tempos presentes. Nos tempos onde o homem cria desejos e necessidades artificiais e se esquece, definitivamente, dos valores e das necessidades reais. Nesses tempos de hoje, nesta sociedade, o homem anula a realidade e iguala, de forma altamente cruel, a essência à aparência.
 
Para conseguir ter um olhar assim, é preciso educar nosso interior, libertando-o de egoísmos, para então poder perceber as necessidades dos outros. Não há pior cego que aquele que não quer ver. A soberba e a prepotência nos tornam insensíveis às realidades das outras pessoas.
Existem certos sacerdotes ou mesmo servidores,  que se consideram “donos da verdade” e julgam as pessoas segundo seus próprios preconceitos. É frequente acabar “etiquetando” os outros, qualificando o servidor como incapaz, irresponsável ou qualquer outra categoria que o reduz a um defeito ou limitação, sem ver suas potencialidades. 
 
É preciso despertar as pessoas para "abrir os olhos do coração".
Podemos ver que os grupos se formam muitas vezes de forma homogênea. E muitos são excluídos por não terem o "padrão" exigido e muitas vezes isso acontece de forma inconsciente. Não tem o grupo dos bonitos e bem nascidos?
Muitos são discriminados pela roupa que usam. E o contrário também é verdadeiro! Ter uma aparência bonita não é garantia de um bom coração!!!
Isso ainda acontece muito com a cor da pele. É preciso ser capaz de enxergar a essência antes da aparência.
 
Abramos os olhos do coração, desterrando todas aquelas atitudes que ofuscam nosso entendimento, para realmente poder guiar outras pessoas de maneira eficaz. É necessário reconhecer com humildade e reverência que cada pessoa é um mistério diante do qual precisamos deixar-nos maravilhar, pela infinita dignidade que ela possui, ao ser criada à imagem e semelhança de Deus.
 
Para que serve a vida se estamos sendo moldados para jamais buscar a nossa essência no mundo? Querem nos fazer crer que a essência de uns poucos tem que servir para muitos. Querem transformar a verdadeira essência do homem em aparência, em coisas, é a coisificação do homem, do mundo, da vida.
Por isso, o simples ato de “ver” está totalmente distante do nobre ato de “enxergar”. “Ver” o mundo e as coisas do mundo é simplesmente se contentar em admirar, é se estagnar na tranquila postura de observar o mundo apenas em sua aparência, recusando-se a buscar sua essência. Já o ato de “enxergar” o mundo é procurar por sua significação, é fugir da cômoda postura de simples admirador. É procurar, constantemente, por sua verdadeira função, seu real papel no mundo e, não simplesmente se contentar em admirá-lo.
 
Jamais devemos abdicar de nossos questionamentos. Por isso, não devemos jamais desistir de buscar nossas respostas. Não nos contentemos com o simples ato mecânico de “ver” o mundo, devemos buscar e querer “enxergar” o mundo. Não podemos nos contentar com a mera aparência, devemos sempre perseguir a busca da verdadeira essência de estar, de existir neste mundo.
 
Seja gentil, não deixe que a dor endureça o seu coração. Não deixe que a dor traga o ódio e a amargura. Crie a sua própria beleza, que não pode ser definida em palavras, e cultive-a com os pequenos detalhes.
 
Meishu Sama diz num de seus ensinamentos: “Ele, Deus,  consegue não só ver o interior das pessoas como até o centro da alma delas, por isso não existem falhas. As pessoas, como só vêem o exterior, acabam ficando presas à forma. Ficam preocupadas com todos os passos que dão, pois as outras pessoas podem estar olhando dessa ou daquela forma. Mas isso não leva a nada! Por isso que sempre falo: “Não tenham como ponto de referência as pessoas e sim Deus!” A maneira certa de pensar é que estamos sendo vigiados por Deus, estamos sendo queridos por Deus, ou seja, estar sempre centralizados em Deus.”
 
Tem um livro que muitos devem ter lido em sua infância, o Pequeno Príncipe. Tem um trecho que norteia este ensinamento: “O pequeno príncipe se foi para ver as rosas novamente: “Vocês não são nem um pouco parecidas com a minha rosa”, ele disse a elas. “No momento vocês ainda são como nada. Ninguém as cativou, e vocês ainda não cativaram ninguém. Vocês são como a minha raposa quando a vi pela primeira vez. Ela era somente uma raposa como cem mil outras raposas. Mas hoje nós somos amigos e ela é para mim uma raposa única em todo o mundo.” E as rosas ficaram muito desapontadas…
 
“Vocês são belas, mas são vazias”, ele prosseguiu. “Ninguém iria morrer por vocês. De fato, um transeunte qualquer poderia pensar que a minha rosa se parece muito com vocês… Mas ela, apenas ela, é mais importante do que todas vocês, pois foi somente ela a rosa que eu reguei; foi somente ela a rosa que eu coloquei sob a redoma de vidro; foi somente ela que eu protegi; foi somente por ela que eu matei as larvas (exceto as duas ou três que salvei para que se tornassem borboletas). E foi somente ela que eu tive paciência de escutar, enquanto se queixava ou se gabava, ou mesmo quando não dizia absolutamente nada. Pois ela é a minha rosa.” E assim, ele retornou e se dirigiu à raposa:
“Adeus”, ele disse.
“Adeus”, disse a raposa. “E agora, como prometido, aqui vai o meu segredo. De fato, é um segredo bem simples: é somente com o coração que podemos ver corretamente; o essencial é invisível aos olhos.”
“O essencial é invisível aos olhos”, repetiu o pequeno príncipe, para que tivesse certeza de que iria se lembrar.
 
Lembrem-se da importância das pequenas coisas, aquelas que passam despercebidas. Temos que dar a elas o lugar que elas merecem, porque um dia vamos perceber que elas foram os nossos maiores feitos. Todo mundo tenta fazer algo grande, sem perceber que a vida é feita a partir das pequenas coisas. Seja honesto com a sua necessidade de fazer a coisa certa em todos os momentos, porque o seu interior fala com você para dizer que você não precisa de plateia  para se sentir bem.
A verdadeira beleza está no interior; ela é a única que não perece, a única que o tempo não rouba e que só pode ser vista quando se olha através dos olhos da alma.
A beleza interior não é medida pelo que podemos ver de relance, a verdadeira beleza é uma atitude. Vivemos preocupados com as aparências, para não sermos diferentes e não nos chocarmos contra as convenções que nos aprisionam e não nos permitem mostrar ao mundo o nosso esplendor.
A realidade é que não existe uma maquiagem para embelezar um coração feio. Temos um sério problema para compreendermos isto. É extremamente importante cultivar a nossa autoestima.
Um belo interior é construído por uma vida amorosa e livre de sentimentos negativos. Isso se dá engrandecendo o nosso mundo interior, tornando-o cada vez mais extenso, eliminando o desconforto emocional e colecionando os nossos próprios motivos para ser feliz.
 
Que o dom de “ver” o mundo nos indica que é necessário evoluirmos para a sublime condição de “enxergar” o mundo, buscando, incansavelmente sua transformação. Por fim, o que mais existe neste mundo são pessoas que possuem os olhos perfeitos, uma visão incrivelmente perfeita, porém, não são capazes de enxergar absolutamente nada.
 
Podemos falar isto de Deus e Meishu Sama. Nós não os vemos em matéria, mas podemos enxergá-los através das orações, das graças recebidas, da gratidão que surge em nossa alma. Sempre que nos lembrarmos das graças, das alegrias, das vitórias, poderemos enxergá-los em nosso coração. A gratidão é sentimento Natural de Deus. Portanto, se queremos sentir e conversar com Ele, basta acessarmos essa vibração silenciosa que existe dentro de cada um de nós, mas ainda está um tanto quanto adormecida. Assim que esta força brotar com intensidade, tudo se modificará, pois essa é a energia que flui e faz tudo acontecer, essa é a energia que traz a prosperidade, o bem estar, a felicidade plena. Eis o segredo do Pequeno Príncipe: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
 
Semeemos simpatia, e a teremos de volta. Espalhemos farpas e as veremos de retorno. Distribuamos esperança e nos veremos esperançados. Semeemos agonia, e poderemos contar com a ação do desespero, logo mais.
 
Ofertemos nosso tempo precioso para atender ao próximo, e veremos que as preocupações do nosso próprio coração também estarão sendo atendidas.
 
Doemos nosso sorriso ao mundo e o mundo, dentro de nós, sorrirá satisfeito.
Perdoemos aquele familiar que falhou conosco mais uma vez, e perceberemos que, quando nós errarmos, encontraremos mais facilmente o autoperdão.
 
Semeemos a paz, o otimismo, em meio ao negativismo viciante dos dias atuais, e colheremos tranquilidade em meio ao caos, silêncio em meio à balbúrdia ensurdecedora.
 
É dando que se recebe. É dando-nos, doando-nos que receberemos a recompensa da consciência pacificada, cumpridora de todos os deveres para com Deus, o próximo e a nós mesmos. Amemos e nos estaremos amando. Perdoemos e estaremos nos perdoando. Doemos e já estaremos recebendo.
Experimentemos a doce exortação de Francisco de Assis e nos sintamos em paz, desde agora.
 
No dia 12 de junho, domingo as 10h00 estaremos realizando o CULTO DO PARAISO TERRESTRE. Temos um mês de preparação. Vamos usar o que aprendemos hoje e fazermos também uma grande transição em nossa vida. Vamos sair do nível de egoístas, de visão estreita e nos adequar a uma nova realidade. Uma realidade altruísta, vamos enxergar o que Meishu Sama nos ensina através dos sinais, por mais sutis que se apresentem.
 
Levem seu formulário, mas pensem bem no que será colocado no papel, pois é um papel, mas, vejam este formulário como a assinatura de um compromisso, e também a assinatura de um contrato de posse de algo que já é seu. Não busquemos milagres,  busquemos MERECIMENTO!!!
 
Boa Missão a todos e que  Deus e Meishu Sama nos abençoem e nos protejam.
 
                                                Reverendo Dorgival     Hokan
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