Palestras - Setembro de 2015
Setembro de 2015
PALESTRA:  FELICIDADE NÃO É SOMENTE TER FÉ, É SER A FÉ!
 
 
Boa noite a Todos!
 
 
Estive durante duas semanas em viagem missionária na Argentina, Santa Catarina e Paraná. Pude aprender através do servir que nunca devemos nos desviar de nosso foco principal que é Meishu Sama. Pude comprovar o tema da palestra de hoje.E hoje vamos falar de Fé e felicidade.
 
Nestes anos todos seguindo a fé, o maior aprendizado que  trago, foi buscar o equilíbrio entre saber a fé e praticar a fé.
 
Se eu leio os ensinamentos, mas não pratico, não tenho fé, eu apenas sei o que é, mas não a sinto em verdade. Nós vivemos hoje em um mundo altamente teórico, muita gente sabe as respostas para todos os males da sociedade, as soluções para a fome, as doenças, os conflitos, etc.
 
Os teóricos tem as respostas para os outros, mas quando o problema é em sua casa, em sua vida, a coisa muda de figura. Nestes anos todos acompanhei casos, vivenciei milagres, conheci alegrias e tristezas. Mas só fui entender a essência da fé, quando fiquei sem chão, quando perdi tudo o que tinha, quando vivenciei um caso de depressão profunda dentro de casa, quando vivenciei a falta de tudo, quando me vi sem saída.
 
Ouvi uma música estes dias e um trecho dela diz assim:
 
“Senhor, preciso Te dizer que é impossível me esquecer
Que não estou só nesta batalha entre o bem e o mal
A cada nova experiência, eu Te glorifico mais, Te ter é a maior diferença em mim. Se os bons combates eu não combater, Minha coroa não conquistarei
Se minha carreira eu não completar, De que vale a minha fé tanto guardar”.
 
Quantos podem dizer que tem fé verdadeira em Meishu Sama, quando diante de qualquer adversidade desiste; vive intensamente um Fracasso espiritual que falei no culto passado e não desperta. Para alguns, ter fé é saber falar sobre a doutrina. Eu entendo  ter fé como você ser a Fé.
 
A fé, no entanto, não é um troféu ou um ponto de chegada, mas sim um ponto de partida. Desde o momento em que acolhe o dom da fé, começamos um caminho completamente novo, cheio de surpresas, no qual não faltam as dificuldades.
 
Na fé, devemos ser capazes de nos  dizer, com amorosa humildade, que grande parte das vezes não sabemos o que é melhor para nós. Não sabemos, mas Deus sabe. Não sabemos, mas nossa alma sabe. Então, façamos o que nos cabe e nos entreguemos, mesmo quando, por força do hábito, ainda damos uma piscadinha pra Deus e dizemos: “Tomara que as nossas vontades coincidam”. Faço o que nos cabe e confiemos  que aquilo que acontecer, seja lá o que for, com certeza será o melhor, mesmo que algumas vezes, de cara, a gente não consiga entender.
 
Para nutrir e reforçar nossa fé, é necessário manter o coração descongelado ao amor de Deus, não deixar de se alimentar através da leitura dos ensinamentos de Meishu Sama, dos cultos, da oração individual e coletiva, para um crescimento que leva à santidade da vida, a um amor que não é somente vertical (shojo), mas horizontal (Daijo), ou seja, capaz de abraçar toda a humanidade.
 
A fé é livre. A resposta da fé em Deus e Meishu Sama precisa ser voluntária. Ninguém deve ser forçado a abraçar a fé contra a sua vontade. Porque o ato de fé é voluntário por sua própria natureza. Eu não posso obrigar ninguém a crer naquilo que eu creio, mas posso mostrar o nível da Fé que professo, através de minha postura, da minha humildade e do meu comprometimento.
 
Viver para mim hoje, é viver Meishu Sama. Não há outra questão, quando se é messiânico. Não se para de lutar. Triunfar sobre o mal, conquistar vitórias, quando tudo parecer perdido. Não se para de lutar, até chegar ao céu em nossa vida.
 
Ter fé é confiar plenamente em Meishu Sama e saber que tudo está sob seu controle, nada acontece sem que ele permita. Hoje podemos dormir em nível de inferno e amanhã acordar em nível de Paraíso.
 
O salmo de hoje é perfeito:  “ A felicidade sempre foge daquele que desesperadamente procura alcançá-la através de coisas materiais.
Pobre homem!  Com as suas próprias mãos cortou a corda que o atava
à felicidade e cai no inferno.
Se a civilização não traz felicidade é por uma só razão: foi criada pelo homem.
 
Aprendi nestes anos de Servir, que a maioria das pessoas perde a permissão de ter e de ser quando seu ego e sua ambição por poder fica muito em evidência. Mostra que sua fé é infantil, rasteira, sem profundidade. Quando fala não cativa, são apenas palavras jogadas ao vento, busca glórias através do conteúdo que demonstra ter, não pelo exemplo que deveria dar, a pessoa é simplesmente o que é e demonstra.
 
No culto passado falei sobre o sacerdócio ser um dom divino. Outro dia tive um sonho e nele, ouvia uma orientação que não sei precisar de quem era, mas guardei em minha lembrança, porque era para acrescentar na palestra de hoje.
Foi dito que não se pode entrar para a carreira sacerdotal, visando enriquecer, visando ter posses, mostrar poder financeiro e ostentação.
Quando se escolhe este caminho do Servir, a primeira coisa que devemos ter em mente é a renúncia. Renunciar a riquezas não significa ser miserável, passar necessidades. O sacerdote tem que viver dentro de suas  condições e por mérito ir ganhando o merecimento de ter. Tudo o que possuímos é de Deus, então somos apenas os detentores temporários desta posse. Quando mais fizermos o bem para a humanidade, sem ambição material, sem egoísmo desenfreado, seremos abençoados com riquezas sim, mas nada que faça com que percamos nosso foco principal. Tem pessoas que me procuram e antes de ser um excelente membro já quer ser ministro. Muitos querem apenas ostentar um título, um cargo. Ministro ou qualquer tipo de sacerdote que não sabe servir, vive em estado de miséria espiritual. Se não despertar e mudar de postura, muito em breve perderá a condição de Ter e consequentemente não terá qualificação para Ser.
 
Observem Meishu Sama!  Leiam suas reminiscências, as orientações, o relato dos servidores. Porque é tão difícil ser simples?
No ensinamento de hoje um trecho diz:
“Por outro lado, pensamentos e atos maus geram nuvens no corpo espiritual, as quais se juntam às demais existentes, aumentando-lhes o volume.
Além disso, são ainda acrescidas das transmissões de pensamentos de vingança, ódio, ciúme  e inveja de quem foi atingido pelo mal.”
 
Fui encaminhado para a fé numa reunião do lar. Nunca imaginei que um dia seria um sacerdote. Hoje estamos dando uma ênfase a reuniões do lar, pois, com esta dedicação, podemos dar apoio, acolhimento e podemos também encontrar pessoas novas, podendo até descobrir diamantes escondidos. Nossa missão como servidores é oferecer nosso melhor, e o que pode ser melhor do que nossa fé, sendo nós mesmos esta fé?
 
Que Deus e Meishu Sama abençoem a todos!!!                                                                                     
                                                      Reverendo Dorgival     
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