Culto de aniversário de fundação

Arte do Johrei, um retorno ao verdadeiro espírito de Meishu-Sama — 14 anos!

Reverendo Dorgival Santos Silva

Boa noite a todos! Hoje é uma data muito especial para nós da Arte do Johrei e é uma alegria enorme poder recebê-los neste momento. Também em outras unidades, nesta data, estão a fazer cultos de gratidão pelo décimo quarto aniversário de fundação.

Há exatos 14 anos, iniciávamos uma nova etapa em nossas vidas. Sem pretensões, com medo, sem saber direito para onde ir. Tudo teve início com o meu afastamento, juntamente com outras pessoas, de nossa antiga Instituição de Doutrina Messiânica. Vejam bem: nos desligamos da Instituição, mas nunca de Meishu-Sama.

Aquela alegria, aquela chama que arde em nosso coração quando nos tornamos membros, parece que voltou a queimar ainda mais forte — pela fé, pela Filosofia e pela doutrina que nos foi legada por Nosso Mestre. Durante algum tempo, nos reuníamos em minha casa, apenas para trocarmos Johrei e estudar ensinamento, sem nenhuma intenção de abrir uma igreja ou algo parecido.

Após meses de reuniões em casa, começou a surgir a ideia de termos um local onde pudéssemos estudar os Ensinamentos, trocarmos Johrei e divulgarmos o Evangelho de Meishu-Sama. Nunca convidamos ninguém — as pessoas apareciam naturalmente.

Fui convidado a visitar uma amiga que servia no Templo Luz do Oriente, templo também de Doutrina Messiânica. Conhecemos o Reverendo Minoru Nakahashi e começamos a dedicar lá. Isto foi em janeiro de 2004. As dúvidas me perturbavam: deveria ir embora do Brasil, ou ficar e abrirmos uma igreja? Fui conversar com o Reverendo com a certeza de que ele diria não. Qual não foi minha surpresa quando seu olhar se fixou firme em meus olhos e ele disse categoricamente: “Você já foi um sacerdote numa vida passada. Abra a igreja, cumpra sua missão...”

Fiquei desconcertado, fui ao Altar e orei a Meishu-Sama pedindo um sinal, porque não podia errar. No dia seguinte, fui chamado ao Templo e ganhei uma imagem de Kanzeon Bosatsu, que era para vendermos e iniciarmos a igreja. Não a vendemos — e estamos com ela até hoje. Ela se tornou o símbolo do nosso amor e gratidão ao Templo Luz do Oriente e ao falecido Reverendo Minoru Nakahashi.

Começamos a igreja com apenas 07 pessoas, sem recursos, apenas com fé e muito medo. Sabíamos que estávamos sendo guiados por Meishu-Sama. Com poucos recursos, conseguimos abrir uma bela igreja, e as pessoas foram surgindo.

Dificuldades tivemos muitas. Durante dois anos ou mais, não sabíamos o que era almoço. Diariamente dividíamos um pão de frios e uma garrafa de guaraná — e era com essa refeição que dedicávamos das 7 da manhã até às 21 horas. Fomos testados de todas as formas. Choramos muitas vezes, mas a cada graça relatada sentíamos a mão de Deus e Meishu-Sama nos dando alento. Faltava donativo, faltavam pessoas, mas não faltava fé.

Um dia, em agosto de 2004, fomos convidados a participar de um culto na Congregação Cristã do Brasil. Em certo momento da pregação, um ancião começou a falar: “Hoje aqui estão presentes pessoas que não são desta igreja. Estão aqui porque está nascendo uma nova igreja. Não se preocupem, continuem. Imaginem que neste momento está findando a madrugada e surge a aurora através dos primeiros raios do sol. Confiem e fiquem tranquilos, pois esta é a vontade de Deus!”

Na hora, foi um silêncio entre nós. Saímos do culto mudos, pensando se o que ouvimos era para nós. Foi quando o pai de um de nossos ministros veio correndo e disse: “Vocês viram? A palavra de hoje só pode ter sido para vocês!” Não dá para descrever a emoção sentida naquele momento.

Ficamos três anos dedicando junto ao Templo Luz do Oriente quando, em 2007, resolvemos nos desligar, pois éramos muito procurados para expandir a igreja. Após nos desligarmos, começamos uma fase de grande expansão. Criamos em seguida o Conselho Diretor da Arte do Johrei, para termos proteção na outorga de novos ministros e abertura de novas unidades. Aqui no Templo Arte do Johrei, o Título pertence à Instituição, e não ao outorgado.

O que nos incentivou dia a dia a continuarmos nossa jornada foram as graças que as pessoas alcançavam na Arte do Johrei. A cada nova graça e milagre, tínhamos a certeza de que é Meishu-Sama que, de fato e de direito, dirige a Arte do Johrei — e nós somos simplesmente instrumentos do seu grandioso amor para com todos os nossos semelhantes. Nosso maior objetivo é vermos cada vez mais pessoas felizes e termos a certeza de que Deus e Meishu-Sama nos guiam neste caminho.

A Arte do Johrei é um retorno ao verdadeiro Sentimento de Meishu-Sama. Isso não é pretensão ou presunção, mas uma oportunidade para a dissolução dos problemas da humanidade — é a manifestação da Vontade Divina. Por isso tudo, nós servidores, sejam ministros, reverendos ou missionários: não podemos errar!

Muito obrigado a todos que confiaram em nosso servir. Obrigado aos ministros e membros da África — Angola, Moçambique e Congo —, dos Estados Unidos, do Peru, da Argentina, da Venezuela, da Espanha, de Portugal, do Canadá, do Nepal, do Japão, e de todo o Brasil. Agradeço aos ministros e reverendos da Sede, às nossas famílias, e a todos aqueles que, mesmo não sendo da Arte do Johrei, são messiânicos como nós e também querem que Meishu-Sama seja honrado em nosso servir.

Nunca se esqueçam de nosso lema: “UM POR TODOS E TODOS POR UM!” Que Deus e Meishu-Sama abençoem a todos!